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Diário de Campanha - A Sombra de um Mythallar - 3º Trecho Provisório.

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Diário de Campanha - A Sombra de um Mythallar - 3º Trecho Provisório.

Mensagem por Igor em Sex Mar 22, 2013 3:47 pm

Acompanhados pela essência do Avatar de Ulutiu, a companhia viajou para o Plano Para-Elemental do Gelo.

Como o último paradeiro dos aventureiros foi na Grande Geleira, todos já estavam protegidos magicamente contra os horrores do frio – pelo menos para aqueles do Plano Primário. Todavia, para a sorte de todos, o Avatar de Auril havia fugido para uma região chamada O Precipício, a qual compartilhava basicamente os mesmos traços de uma calota polar, quando num dos mais rigorosos invernos.

Não havia nenhuma fonte de luz visível, como um astro celeste, no entanto, uma tênue e cintilante luz azul iluminava o plano, de modo que a neve, a pele, as vestimentas e tudo mais tomava partido dessa cor.

Uma constante e assobiante nevasca castigava as vastidões infinitas das planícies azuladas. Nenhum aventureiro enxergava coisa alguma, com exceção de Iledran, que estava apossado pelo semideus. Além de possuir, pois, uma percepção quilométrica, podia sentir e visualizar os arredores de seu colar sagrado. Então, o que viu poderia aterrorizar o mais bravo dos corações Primários: o Avatar da deusa estava sobre um colosso conhecido por poucos, cuja presença era aterradora de se notar. Poucos saberiam que se tratava de um ser ancião, criado pelos pensamentos mais nefastos dos Poderes que amam o frio, diretamente nas entranhas pétreas e negras do Plano do Gelo. Era conhecido por Xixecal.

O grandioso colosso andava em uma direção, ao que parecia ser, aleatória dentro da nevasca azulada. Dezenas de dragões brancos e jovens sobrevoavam a montanha andarilha.

A companhia estava contando com o olhar compenetrado em direção ao nada de Iledran. Mas logo em seguida, acabou concordando com a empreitada de seguir o ser, após uma explicação sobre este e sobre o que estava acontecendo. Então, invocando os poderes divinos de Ulutiu, o elfo de Encontro Eterno se transformou em um felino das estepes e aumentou o seu tamanho, de modo que todos pudessem subir nas suas costas e se agarrar em seus longos pelos.

Ocorre que a única coisa a ser feita por todos, que não Iledran, era se segurarem, vez que o enorme felino dava saltos em sua corrida veloz, direcionando os rastros parcialmente cobertos deixados pelo Xixecal. Depois de poucos minutos em sua trilha, era possível ouvir os passos do enorme colosso que faziam o chão vibrar. A cada passo uma trovoada. E a cada trovoada mais próxima, mais feroz a ventania e a nevasca se tornavam. A despeito dos oito metros de altura do felino, o Xixecal despontava em tamanho quase quinze vezes a mais, tornando Iledran um ser minúsculo perto de sua altura.

Foi quando Iledran ousou gritar por Auril. Essa por sua vez, às gargalhadas o respondeu, menosprezando o semideus apossado do elfo, lhe contando os seus planos:

" – Não há nada que seu ínfimo poder possa fazer para impedir o meu intento, Ulutiu!

– Toril se deparará com uma nova era do gelo, quando todos se curvarão diante o meu trono de frio! Nada pode parar a Dama do Gelo, nada pode parar o Xixecal!"

O felino, minúsculo atrás do colosso, se esquivava dos montes de neves arremessados às alturas pelos passos do grandioso ser na medida em que caminhava. Então, Iledran decidiu se teletransportar para o lado de Auril, visto que a conversa havia terminado com o convite da Deusa para ter com ela a visão de seu triunfo.

Ao chegar, notou que estava nas costas do Xixecal, onde o Avatar colossal de Auril se regozijava banhada na nevasca. Estava segurando o colar sagrado de Ulutiu alto nas mãos quando recebeu a companhia às sádicas gargalhadas. Em seguida, não obstante a experiência do mago, a Dama do Gelo, mais uma vez, o traiu, ordenando que os dragões que sobrevoavam o colosso os atacassem. Assim, então, iniciou-se uma rápida e perigosa batalha.

Perigosa, pois, o restante da Companhia que estava emaranhada entre os pelos do felino tinha que se desviar dos ataques rasantes dos dragões, que rasgavam os pelos da forma a qual Iledran estava transformado.

Aproveitando o momento, a guerreira Satriny, se equilibrando, buscou retirar a atenção dos dragões usando seu arco poderoso obtido do tesouro da Morte Branca (confirmar o nome do dragão branco morto pela Cia. na Grande Geleira).

Como os dragões atacavam voando em rasantes, tinham que subir, dar uma volta ao redor da “montanha andante” e retornar. Assim, embora fossem ataques rápidos, eram previstos pela Companhia. Então, Holg planejou uma investida: a distância entre o felino e o Avatar colossal de Auril era distante, mas não se conseguisse se agarrar num dos dragões e saltasse enquanto este estivesse dando a volta para retornar em Iledran transformado.

Enquanto isso, Auril fez surgir magicamente um gigantesco machado feito de gelo, que surgiu no início do semicírculo que fazia para completar um perigoso ataque contra o elfo do sol.

Então, quando foi chegada a hora, Holg pulou; e o salto havia sido surpreendentemente longo. Só não esperava, no entanto, a força da tempestade, que mesmo para um ser pesado como ele se mostrava muito potente e capaz de impedir que alcançasse a distância necessária. Foi assim que caiu de uma altura de aproximadamente dez metros nas costas frígidas do Xixecal. Essa queda seria o pior problema se não fosse o iminente e imenso “vortex” de energia que surgira da nevasca na frente do colossal ser.

Auril gargalhava enquanto lutava com o Avatar de Ulutiu. Desferia cortes gelados e observava os ataques em vão dos demais aventureiros.

Num dado momento, seu machado pairou à sua frente, enquanto rapidamente evocava magias seguidas. Uma delas teria o poder de selar o destino da Companhia ao caos da sorte: o Avatar de Auril desejou que cada um dos seus inimigos ali presentes fossem enviados aleatoriamente para qualquer um dos Planos Inferiores. Embora Ulutiu e Hurin tenham resistido - este porque portava um manto que lhe protegia de magias provindas de poderes épicos -, Satriny, a guerreira, foi enviada para mais um destino planar que jamais poderia imaginar, e nem sair – com vida – sozinha: Abismo.

Todavia, Samael ao sentir e resistir ao forte puxão da conjuração reversa, se deixou levar pela magia, numa tentativa desesperadora de poder ajudar a guerreira.

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