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História Hurin Aratar

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História Hurin Aratar

Mensagem por Convidad em Qua Maio 04, 2011 11:09 am

Dizem que grandes heróis nascem de grandes tragédias. Este dito popular sempre incomodou um jovem chondatan. Hurin nascera em uma família rica de Cormyr que, apesar de não serem nobres, tinham uma situação abastada. Seu pai, um mago chamado Argelius Thingol, tinha negócios em Sembia, onde nascera e fora criado, Cormyr, Thay, e dizem até que possuía uma pequena loja nas proximidades do Forte Zhentil. Até onde Hurin sabe, seus negócios eram legítimos e dentro das leis, até por que sua mãe era uma cormyriana de índole impecável. Não havia como esperar algo diferente de uma paladina de Tyr, que mantinha o velho na linha, ou pelo menos assim pensava.

Quando Hurin era criança, sempre buscava pedras interessantes nos lugares em que viajava no barco de seu pai, para dar de presente a ele e ver os truques que Thingol sempre fazia para distraí-lo. Às vezes encontrava uma rara flor de cor avermelhada e bordas douradas que sempre lhe lembrava sua mãe, e a colhia para presentear a mesma. Foi então que ganhou o nome de Aratar agregado ao seu, que significava senhor dos presentes em um dialeto Elfico há muito perdido.

Os anos se passaram e ao completar dez anos de idade, os pais de Hurin decidiram que estava na hora dele ser educado e treinado para a vida. Afinal de contas, o jovem deveria se aventurar pelo mundo como seu pai e mãe fizeram outrora, e retornar com sabedoria e força suficientes para cuidar dos negócios da família.

Assim, então, Hurin foi matriculado na Academia Arcana de Cormyr, onde fora adotado como pupilo por um mago conhecido como Osgron Trumbaldar, um mago nada convencional, pois, diferentemente dos outros, era versado em magias e nas artes da espada. Este mago ensinou a Hurin a importância de um corpo saudável e de uma mente aguçada. Ensinou-lhe também poderosas magias e técnicas de combate que o jovem apenas sonhara. E assim foi durante cinco anos, treinamentos intensivos como guerreiro, e estudos cansativos para se tornar um grande mago. Osgron era um mestre exigente e dedicado, mas ainda sim era gentil e justo. Resolveu que era tempo de Hurin retornar a sua família e passar ao menos duas dezenas com eles antes de prepará-lo para os testes finais da academia.

Retornando pra casa, Hurin notou que uma mulher de cabelos cor de fogo e olhos esmeralda, de corpo franzino mas não pouco definido, seguia na mesma direção, com roupas leves e uma pequena bolsa nas costas. Ela, percebendo o interesse do jovem, deu apenas um sorriso cortês e continuou a andar. Havia algo em seu jeito que aguçava os sentidos do jovem e fazia seu coração bater com mais força. E, pela primeira vez em muito tempo, não conseguiu dizer algo esperto ou engraçado pois sua língua parecia presa a boca. A viagem foi longa e cansativa, e, para a surpresa de Hurin, ambos se dirigiam para o mesmo lugar: sua casa.

Ambos foram recepcionados por sua mãe, que os abraçou saudosamente espantada com a evolução física do filho, que em nada lembrava o mago que ela tinha em mente que ele se tornaria. E logo ela deu as boas vindas a Khaillan "SilverDragon", o nome chamou ainda mais a atenção do jovem mago, que mais tarde descobriu que a garota tinha real descendência dracônica. Seu pai, um aventureiro da companhia da paladina mãe de Hurin, era um meio-dragão de prata. A história de seu avô era ainda mais complicada e o jovem Aratar já não prestava mais atenção.

Durante essas duas dezenas, Hurin ajudou o velho Argelius em seus afazeres, o mago se surpreendia a cada dia com o filho que mostrava força, resistência e uma inteligência fora da média. E a cada dia sentia-se ainda mais orgulhoso do filho. Khaillan ajudava Ishmeer, mãe de Hurin, nos afazeres diários. Neste tempo, Hurin descobriu as habilidades arcanas de Khaillan. Ela era uma feiticeira versada e com muita habilidade. Chegaram a discutir até sobre o que levaria um arcano a alcançar a excelência, se um dom natural ou se a instrução exaustiva. O final da discussão foi inconclusivo, que irritou bastante ambas as partes, sucedendo-se um pequeno duelo arcano que novamente só aumentou a frustração de ambos por terminar novamente em um empate. Apesar de sua teimosia, Khaillan exibia uma paixão sem igual por suas artes, ela defendia com fervor o que pensava ser o certo, e essas palavras muitas vezes venciam os argumentos lógicos e frios de Hurin, que percebendo isso, mas não acostumado a perder, fazia a jovem feiticeira se perder com um argumento labiríntico.

No final dessas duas dezenas, foi muito mais difícil deixar sua casa pra trás do que quando tinha dez anos de idade. Hurin olhava pra trás com seus olhos mareados de lágrimas, e seguia com pesar em direção a academia, acompanhado da feiticeira. Que tentava lhe consolar com algumas brincadeiras e palavras de conforto.

Finalmente, suas lições finais na academia chegaram. Osgron recebeu o pupilo de uma forma fria e vazia, seus olhos estavam diferentes de quando o havia escolhido para ser seu aprendiz.

Durante os dois anos que se seguiram, Hurin teve as mais pesadas e sinistras lições de sua vida. Seu mestre o havia ensinado artes e técnicas que poderiam vencer qualquer que fosse o oponente em um combate dentro da academia, mas, pra sua infelicidade, ele estava sendo preparado pra uma vida fora dela. Osgron decidiu que estava na hora de Hurin aprender que sempre existirá alguém mais capaz. Durante um ano Hurin foi submetido a todos os tipos de derrota: foi derrotado nas artes arcanas que aprendeu a amar por um jovem mago chamado Hillstorm, humilhado na arena por um duelista Halfling chamado Merryadock. Foi exposto a charadas que sua mente era incapaz de solucionar e em situações onde sua vida não seria poupada por ser um aprendiz. Uma destas situações causou uma cicatriz emocional gigante no jovem.

Seu mestre o instruiu sobre os familiares, e o vínculo que se cria com um animal destes. Hurin sempre gostou de corujas por simbolizarem sabedoria, e assim ele adotou a jovem Pena Branca como seu familiar. A lição de Osgron foi para que ele se acostumasse com a perda de algo que ame, então ele pagou um ladino de Cormyr para sequestrar a coruja e levar consigo alguns bens de valor do jovem pupilo. Durante uma dezena Hurin procurou por suas coisas e sua companheira de tantos anos, e, quando finalmente a encontrou, viu o pobre animal ser morto pelo ladino, que por pouco não encontrou o mesmo caminho. Poupando a vida do ladino, Hurin estava pronto para o seu último teste. Cansado de derrotas, humilhações e perdas sem sentido, se negou a fazer qualquer teste, e estava de partida quando por fim o seu teste veio até ele, um enviado da Corte Real de Cormyr convidara o jovem pupilo a um banquete real.

Ainda desconfiado, o jovem mago decidiu ir ao banquete, portando-se da forma que havia lhe sido ensinado por sua mãe e seu mestre. Conversou com alguns jovens nobres, mantendo sempre distância da realeza, teve a rara oportunidade de conhecer a aprendiz do mago real, com quem conversou distraidamente durante parte da festa, quando sua atenção foi roubada por completo pela radiante Khaillan, nem mesmo o nascer do sol se equiparava a beleza que a jovem irradiava aos olhos do jovem. E mais tarde naquela festa um beijo entre os dois ficaria no ar, sendo interrompido por Osgron que, agindo extremamente diferente de como havia agido durante estes dois anos, dava os parabéns ao jovem mago. Disse que esta festa servia como uma formatura e que ele
estava pronto pra sair pelo mundo e cumprir seu destino. Khaillan ouvindo isso apenas se afastou, perdendo-se na multidão. Durante alguns anos essa seria a última lembrança que Hurin teria dela.

Na manhã seguinte o recém formado mago sairia de navio em direção ao seu destino. Após embarcar, ele ficou olhando para o porto esperando que ela viesse se despedir. A medida em que o barco se afastava do porto, sua esperança esmaecia até que por fim resolveu virar as costas pro porto e abraçar a nova vida.

Muitas aventuras se seguiam desde então. Hurin ajudou uma família a reaver seus filhos sequestrados por orcs, participou de milícias, ajudou a encontrar itens perdidos e em meio as suas andanças conheceu um homem misterioso de nome Samael, que durante um tempo não pensava que fosse digno de confiança, mas as atitudes do ladino provaram o contrário. Mais pra frente encontraria com um raro tipo de monge, tanto pelo tamanho e força quanto pela aparência. Holg ,o meio-Ogro, era, no mínimo, peculiar, e com isso aos poucos formou sua própria companhia de aventureiros que mais tarde, em Águas Profundas, seria conhecida como Spell.


Hurin Aratar


Khaillan Silverdragon


Ishmeer


Argelius Thingol


Última edição por Igor em Qua Maio 04, 2011 1:06 pm, editado 2 vez(es) (Razão : Não aguentei ler em linhas quebradas. Negritei para ficar fácil visualizar.)

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Re: História Hurin Aratar

Mensagem por Igor em Qua Maio 04, 2011 1:15 pm

Gostei da história. Está clara e explicativa. Mas faltou algo muito importante: explicar a paixão por Netheril.

Vou providenciar a premiação em XP já! Smile

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Re: História Hurin Aratar

Mensagem por Convidad em Qua Maio 04, 2011 5:28 pm

OPs, verdade. HAUHAUAHU
A paixão por Netheril foi herdade de seu pai Argelius, como eu havia citado, ele eh nascido em Sembia, e graças a natureza mercantil do lugar, e ele sendo um mago, passaria a receber e vender diversos itens relacionados ao antigo império, seu fascínio era tamanho que através de pergaminhos antigos e arquivos comprados com o passar do tempo, teria aprendido Loros e ensinado a hurin antes dele ir para a academia. Os negócios do pai sempre foram uma vaga lembrança do mago/guerreiro sendo que hoje, ele teria em mente que o pai trabalhava com venda de armas e armaduras mágicas ( sua espada teria sido uma das armas feitas por seu pai, mas Hurin a teria comprado de um terceiro.).

Argelius, teria sido a principal inspiração para que Hurin fosse atrás do conhecimento do antigo império. Seria para o mago uma forma de continuar o trabalho que seu pai desempenhava quando ainda era um aventureiro.

Espero ter exclarecido bem. ^^

Qualquer curiosidade que queira saber sobre a mãe Ishmeer, só perguntar. Já tenho algumas aventuras que ele poderia ter participado em mente. ^^

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Re: História Hurin Aratar

Mensagem por Igor em Sex Maio 06, 2011 12:53 pm

Wallace, preciso que fale mais sobre Khaillan.

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Um pouco mais sobre Khaillan e Hurin e a relação dos dois.

Mensagem por Convidad em Sex Maio 06, 2011 6:40 pm

Igor eu estava escrevendo uma pequena aventura que os dois tiveram juntos, mas já que quer de uma vez. vou posta-la aqui. Ela seria um pouco maior e mais detalhada. Novamente Creio que seja suficiente para ter uima noção maior de como a personalidade da feiticeira é. Segue o texto.

O estranho Sinistro






Hurin acabara de chegar da academia arcana de Cormyr para
passar duas dezenas com seu pai Argelius, um mago sábio e comerciante que vivia
nas províncias da grande cidade com Ishmeer, uma paladina de Tyr com quem casou
e teve o filho de que hoje se orgulha.




Estava também passando o mesmo período de tempo em sua casa
a jovem Khaillan, uma feiticeira de beleza sem igual aos olhos do jovem mago
Hurin.




Durante este tempo o jovem dedicou seu tempo a ajudar o pai
com a loja mantinha nos arredores, ‘’Argelis argentum’’ era o nome do
estabelecimento onde eram vendidas provisões, especiarias e algumas relíquias
de lugares e tempos a muito esquecidos pelo povo. Khaillan às vezes ia até a
loja levar comida com Ishmeer para os dois, que sempre acabavam dividindo suas
refeições com os poucos funcionários que tinham. Um deles era conhecido como
Talom, um homem alto como uma montanha e forte como um búfalo, mas esperto como um
Hoté. O outro era franzino de língua afiada e poucos modos, mas leal ao velho
mago, hurin sempre pensou que aquele fosse um dos companheiros de aventuras de
seu pai. E por fim e não menos importante a jovem ,esbelta e falante Halfling
conhecida por todos ali apenas como Rosa, uma aprendiza de bardo muito
simpática e prestativa que estava sempre disposta a ajudar e sabia exatamente o
nome de tudo o que havia na loja e aparentemente a história por trás de tudo.




Alguns fregueses eram constantes e conhecidos sempre pedindo
as mesmas coisas nas mesmas quantidades. Isso tornava o negócio estável e
seguro. O pai de Hurin mantinha um estoque logo em tempos de dificuldade, ele
conseguia manter o abastecimento das lojas e os preços de uma forma uniforme e
justa. Apenas uma vez o jovem mago vira seu pai reclamar das dificuldades e de
como queria fechar a loja, mas isso já era uma lembrança remota e distante.




Algumas entregas Argelius confiava a Hurin. E uma dessas
havia sido uma antiga Urna de um império Élfico há muito perdido, o nome lhe
escapara a mente no momento em que seu pai pedira Khaillan para ajudá-lo na
entrega. O velho mago já havia notado o apego que o filho tinha pela
feiticeira, e estava dando asas ao destino neste caso.




Teriam que cruzar boa parte da cidade e entregar o item a um
velho cliente de seu pai, um Elfo conhecido como Endorin. Pode parecer algo
simples de se fazer, se não fosse pelo fato da Urna ser fina e delicada, apesar
de ter um peso incomum, ela era selada por uma tampa dourada, onde parecia se
concentrar boa parte do peso, inscrições douradas em uma língua perdida completava
o adorno da urna, e de certa forma, o jovem mago e a feiticeira, sentiam
energias arcanas e divinas pulsarem num misto conjunto e intrigante. Graças às
recomendações de seu pai, Hurin não poderia tentar usar nenhum meio mágico para
desvendar o intrigante conjunto, e muito menos Khaillan.





Saíram então para uma viagem que deveria ser de apenas meio
dia, para algo que não esperavam demorar tanto. As ruas de Cormyr sempre foram
ruas tranqüilas, seus habitantes em maioria são de pessoas ocupadas com seus
afazeres e preocupadas com seus próprios problemas, mas uma pequena parcela
ainda olhava as pessoas nos olhos e cumprimentava com um simples menear de
cabeça, outras abaixavam a cabeça sem vislumbrar os olhos, e geralmente se
pronunciava com simples bom dia senhor ou boa tarde.




Foi então que se aproximou dos jovens um homem pouco mais
alto do que Hurin, trajando vestes pesadas tapando quase todo o rosto com exceção
dos olhos, suas roupas largas não deixavam claro se portava alguma arma ou não,
ao menos foi o que um primeiro e despretensioso exame visual mostrou ao jovem
mago. As vestes indicavam um Calishita, mas o Idioma era em bom e claro
Shoundatã.




- Olá filho de Argelius. – sua voz era estranhamente esguichada
e irritante, principalmente para um homem daquela estatura.




Hurin apenas olhava apreensivo ao homem, foi Khaillan quem
se pronunciou primeiro após segundos incômodos de total silêncio.




- Em que podemos ajudar senhor?




- Soube que portam um artigo que é de meu interesse. – dizia
enquanto rodeava os jovens sem tirar os olhos do jovem mago, vendo seu porte provável
mente tomando-lhe como um guerreiro o que de certa forma não estaria
completamente errado. – E eu gostaria de comprá-lo por um preço maior do que
pagaram.




- Se sabe o que porto, então sabe também que já foi
comprado. – Disse Hurin sem virar a cabeça para encarar o homem, mas não
desatento a seus movimentos. – Deveria falar com o novo proprietário sobre esta
aquisição. E não conosco.


Hurin não viu os olhos do homem, mas pode sentir o ódio
faiscar no olhar que pesava sobre ele.




- Muito bem então. – Disse o estranho. – Assim o farei. Mas
lembrem-se da minha oferta. E de como fui justo ao dar-lhes uma escolha.




Khaillan segurou forte o braço de Hurin, sentindo as
intenções por trás das palavras do estranho, o jovem nada entendia de relações
com outros seres a não ser o lógico, um objetivo, uma pergunta e uma resposta.
Era apenas isso em que sua mente e percepção trabalhavam ao contrário da
feiticeira, que sentia intenções por trás de palavras, e que podia desnudar uma
alma com poucos minutos de conversa.




Quando o falso Kalishita se misturou a multidão afastando-se
do casal, a jovem largou o braço de seu companheiro. Ainda observando a partida
do estranho.




- Deveríamos nos preocupar com este homem. Tenho certeza que
ele não desistiu do que queria. – Falou temerosa.




- Não há razão para alarde, é verdade que suas palavras
indicavam um ato impensado, mas enquanto estivermos andando pelas ruas mais
movimentadas e guardadas da cidade, não há razão para temer. – Lógico como
sempre, o jovem continuou sua caminhada em direção a seu objetivo, sendo
seguido de perto pela jovem que agora nervosamente procurava a silhueta do
estranho em todos os becos que passavam, e por todos os cantos.




Após pouco mais de 3 horas de andança, decidiram parar para
comer algo, e saciar a sede que já incomodava. Junto a Urna, Argelius havia
entregue algumas poucas moedas de prata para o filho e duas moedas de ouros
para esse tipo de parada. Foi então que
resolveram parar em um pequeno estabelecimento numa das ruas mais movimentadas
da grande cidade, o lugar estava cheio de pessoas que comiam e bebiam descontraidamente,
cantando alto e dançando como se festejassem algo, quando na verdade não
existia o que festejar, atrás do balcão uma mulher gorda e em um vestido mais
justo do que deveria ser espremendo seus fartos seios para cima dando a
impressão que eles fossem saltar a qualquer momento. Usava claramente uma
peruca loira de longos cachos dourados e usava pesadamente maquiagem para
ocultar as muitas imperfeições de um rosto redondo e repleto de verrugas.




- Bem vindos jovens, o que eu poderia fazer por um jovem tão
formoso? – Perguntou a Hurin, ignorando completamente a jovem ao lado.




- Gostaria de algumas frutas e um pouco de água se não for
pedir muito. – a voz do jovem era seca, e demonstrava não se abalar pela
aparência repugnante da taverneira.




Um sorriso esganiçado e ressoante veio como resposta.




- Água? HAUHAUHAUAHUAHAUAHUAHAUHAU. Na estalagem de
Madamoseille Serquis não existe tal coisa, apenas vinhos, cervejas e bebidas de
todos os cantos dos reinos. As frutas posso providenciar de forma que te
agrade, mas terá que escolher outra bebida.




- Senhora acredito que água seria o ideal, mas um pouco de
vinho não causaria mal algum. – timidamente Khaillan tomava a frente
sentando-se em uma das cadeiras do balcão, provocando um olhar de desaprovação
da anfitriã. Bastou um sorriso tímido da jovem para fazer com que a mulher mudasse
a expressão para uma mais hospitaleira.




- Oras. Por que não? Vinha então para meus novos fregueses,
e não posso me esquecer das frutas. - Dizia para si mesma por trás do balcão
enquanto se afastava dos jovens.




- hurin. Tem certeza que deveríamos ter vindo a este lugar?
– Khaillan olhava em volta, vendo a agitação que havia, haviam muitos homens,
meio-elfos, e alguns poucos anões e Halflings em meio à bagunça, muitos de
aparência duvidosa, outros pareciam estar ali simplesmente para esquecer o que
quer que tenham feito ou sofreram fora das portas do estabelecimento.




- Ouvi falar desse lugar por um dos empregados de meu pai.
Ele contou muitas histórias daqui, mas nenhuma com que devemos nos preocupar
enquanto mantivermos as algibeiras na mão.




Antes que percebesse uma dupla de pequenos se aproximara
abraçados e de nariz vermelho pelo excesso de bebidas com grandes canecas
cheias de cerveja na mão. Eles encostaram próximos ao mago e tentavam conversar
entre chiados e gritos, claramente embriagados. Um deles puxou as vestes da
feiticeira dizendo.




- Você é um anjo? Ic... - seus olhos pareciam brilhar
enquanto olhava para a jovem.


Sorrindo novamente Khaillan apenas acenou negativamente com
a cabeça.




- Aaaaahhhhh... Que pena. Eu sempre quis beijar um anjo. – o
pequeno em um movimento nada parecido com o de um halfling bêbado puxou as
roupas da feiticeira a desequilibrando de seu banco e quando tentou segurar no
balcão para evitar a queda foi surpreendida pelo beijo do pequeno embriagado.
Hurin se apressou para ajudar a moça, segurando-a pela cintura puxando-a de
volta para o acento. Indignada, a jovem retribui a caricia com um violento tapa
na face do pequeno que fez com que toda a cantoria e conversa parassem em toda
a estalagem.




- Acho que chegou a hora de irmos. – disse se levantando o
jovem mago. Hurin enfiou a mão na algibeira e retirou algumas poucas moedas de
prata colocando sobre o balcão quando seu coração gelou. A Urna. Ele havia a
deixado sobre o balcão rapidamente para ajudar sua companheira daquela
investida impensada do pequeno. Rapidamente procurou pela dupla de pequeninos,
o abusadinho ainda estava sentado no chão com cara de abobado esfregando o
lugar que recebera o tapa. E o outro havia permanecido no mesmo lugar, caído no
chão e em um sono profundo. Olhando para a porta, pode perceber apenas as
vestes Calishitas passando pelo batente.Com uma rápida reação segurou as mãos de Khailan e já a
puxava para a porta quando um homem de tamanho desproporcional se pôs a frente
estalando os dedos.




- Gosta de bater em pequenos? O que faz com grandes? – a
forma de falar indicava alguém desprovido de capacidades mentais medianas até.
Logo hurin percebera o que iria perder tempo com uma luta sem sentido algum.
Soltando a mão da companheira, se preparava para a luta, quando ouviu um
encantamento sendo pronunciado atrás dele. Rapidamente o homem a frente caiu em
um profundo sono e desta vez Khaillan tomava a frente correndo. Parece que a
feiticeira pensara mais rápido do que ele.




Tudo começou a acontecer rápido demais, as pessoas andavam
pela rua movimentada sem pressa alguma, Hurin e Khaillan corriam desenfreados
seguindo o estranho homem que se adiantava esgueirando em meio à multidão.
Naquele passo hurin imaginou que nunca iriam alcançar o homem, apenas então
teve uma idéia, lembrando-se de uma das aulas que seu professor lhe dera, pediu
com gestos que a feiticeira continuasse a perseguição, sem nem ao menos esperar
uma positiva dela, desviou o caminho em um dos becos. Com certa dificuldade
para superar os obstáculos que se no caminho lerdava a corrida do mago.
Decidido, o jovem ignorava os destroços no caminho muitas vezes saltando por
cima deles e outras simplesmente os arremessando com o corpo para o lado. Até que
por fim avistou seu objetivo, uma casa de ervas ao final do beco. Passando
correndo por dentro da casa pode ver o exato momento em que o Calishita passara
em frente a ela.




Há algum tempo, seu professor da academia lhe disse: “- um
guerreiro que apenas luta, é apenas bom com a espada. Um guerreiro que usa o
terreno a seu favor é um inimigo terrível de se enfrentar.” Hurin fez
exatamente o que Osgron sugerira, usando seu conhecimento daquela parte da
cidade lembrou-se da loja de chás e que o caminho seria mais curto do que o que
ele e a feiticeira usavam para alcançar o estranho.




No momento em que avistara o calishita hurin pensou na urna
e no quão frágil ela parecia a seus olhos. Certamente um encontrão contra o raptor
a destruiria completamente. Resolveu então se pôr no caminho do homem. Os olhos
por debaixo dos panos pareciam saltar a face do ladrão, que parando bruscamente
olhava para os arredores procurando uma saída. Quando der repente ele
simplesmente urra de dor e cai ao chão desacordado. Atrás do homem a feiticeira
segurando um bordão com a face rubra e a fronte suada, tentava recuperar o fôlego
ao sentar-se na calçada próxima a loja de ervas.




Uma pequena multidão os rodearam para saber o que estava
acontecendo quando a milícia se aproximou e após algumas rápidas palavras de esclarecimento
de Hurin, resolveram levar o ladrão para a prisão local. Estranhamente o
destino provirá que Endorim estivesse no meio da multidão. Vendo a Urna nas
mãos de Hurin ele se aproximou do mago dizendo:




- Muito interessante este item que porta. Seria ele da loja
do velho Argelius?




Não percebendo que se tratava do verdadeiro proprietário da
urna, Hurin apenas respondeu:




- Sim senhor. E lamento informar que este item em questão já
foi comprado por outra pessoa.




A expressão dura na
face do jovem e o olhar desconfiado da franzina mulher, que antes sentada e que
agora em pé segurava fortemente o bordão, fez com que o Elfo ponderasse a
respeito de sua resposta.




- Entendo, seria este comprador um elfo de nome Endorim?




- Sim senhor. – respondeu o jovem sem mudar a expressão.




- Parece que enfrentaram certo problema para entregar este
item. Permita-me que os acompanhe até seu destino. Garanto que não vos farei
mal, e nem tão pouco tentarei usurpar de vocês tal artefato.




Vendo a sinceridade estampada no rosto do elfo Khaillan
baixou a guarda, assim sendo Hurin não teria uma reação diferente e concordando
com um menear de cabeça seguiu rumo à residência de Endorim.


A pequena Cia conversava descontraidamente no caminho,
Khaillan mais falante, sempre observando acontecimentos do agora, coisas pelo
caminho e pessoas que julgavam fascinantes. Ambos os homens seguiam o caminho
apenas respondendo há algumas poucas questões que a jovem levantava vez ou
outra, até que ela voltasse a se perder em meio as suas muitas discussões
solitárias. E em meio a uma dessas aproveitavam para conversar um pouco lá
atrás.




- É um jovem de muita coragem. Não conheço muitos que se
dispuseram a enfrentar Hirfurlack.




- Não tive muita opção, preferia deixar o confronto em
ultimo plano, mas ao que parece esse tipo de situação me persegue. – respondeu o
mago com um leve sorriso no canto da boca enquanto olhava a feiticeira
caminhando à frente e ainda falando como uma tagarela.




- Ela é uma mulher e tanto não é?




O elfo esperava que o jovem se enrubescesse ou desviasse o
assunto quando se surpreendeu com a resposta.




- De fato. Teimosa como uma mula, e linda como o amanhecer
mais ainda sim uma oponente formidável sem sombra de dúvidas.




O silêncio se fez desde então, ao menos por parte dos dois que
seguiam a frente com a feiticeira cantando uma antiga canção élfica que trouxe
a face do novo companheiro de viagem, um leve sorriso.


Finalmente ao chegar à porta da casa do Elfo a pequena
comitiva cessara o caminhar. Vendo que a feiticeira bateria a porta Hurin se
pronunciara.




- Minha entrega está feita. – disse entregando a urna ao
elfo a seu lado para a surpresa de Khaillan.




- impressionante. – respondeu o elfo. – E desde quando
notara que eu era Endorim?




- Desde que perguntou sobre a Urna. Não existem muitos elfos
que se interessariam por este artefato, e menos ainda



chamam meu pai de
Argelius, uma vez que o nome élfico de meu pai seja o mesmo que meu sobrenome.


Pegando a Urna o elfo fez apenas um gesto com a cabeça
reconhecendo a capacidade cognitiva do jovem. Despedindo-se da jovem
feiticeira, sussurrou algo em seu ouvido, provocando-lhe um sorriso e um
enrubescer de face. Hurin imaginava o que teria sido dito, mas resolveu nunca
perguntar. Estranhamente, a feiticeira se mostrava ainda mais disposta no
caminho de volta, e ainda mais interessada na vida do jovem que pacientemente
respondia as perguntas, e seguia de volta para o lar.

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Re: História Hurin Aratar

Mensagem por Igor em Sex Maio 06, 2011 7:38 pm

Eita postagem avacalhada.

Conhece Microsoft Word?


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Re: História Hurin Aratar

Mensagem por Igor em Sex Maio 06, 2011 9:10 pm

Bom, quando ela era jovem e ainda estava na Academia, embora dominasse alguns truques e feitiços menores para usar em algumas ocasiões, sabia o quanto era frágil. Por isso era meio medrosa.

Era tímida, mas, após ser apresentada a alguém que pudesse confiar, bastavam 10 segundos para se tornar extrovertida.

Tinha Sabedoria acima da média (11), por isso não se tocava que era "tagarela". Mas como percebia bem os maneirismos alheios, estava bem próxima do 12 quando jovem.

Inteligência média.

Teimosa, como disse.

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Re: História Hurin Aratar

Mensagem por Convidad em Sex Maio 06, 2011 9:19 pm

Fiz no Word, e ainda por cima tentei configurar certinho. Mas postei desse jeito mesmo por que pela sua mensagem, parecia ser algo urgente. lol.

É quase isso o que eu tenho pra ela em mente. com Excessão que eu quis passar a ideia de que ela tem uma espécie de ''insight'' quanto as pessoas, se ela simpatiza, ela se torna extrovertida e comunicativa, caso contrário ela se fecha e é difícil de manter comunicação com ela.

de resto acho que vc percebeu bem como ela é. ^^

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Re: História Hurin Aratar

Mensagem por Igor em Sex Maio 06, 2011 9:45 pm

Era urgente sim Smile

Ah, esqueci de comentar que gostei do trecho! Só o fato de você imaginar utilizando elementos próprios de Faerûn, como "Calishita", "Chondathan" já dá um orgulho e vontade de colocar mais isso no jogo =P

Entendi o "insight". Mas se isso não for algo "mágico", seria Sabedoria alta mesmo, que pode se manifestar assim.

Só me diz mais uma coisa, desde do tempo de Academia, já se passaram quantos antos? Entrou com qual idade?

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Re: História Hurin Aratar

Mensagem por Convidad em Sex Maio 06, 2011 10:18 pm

Ele teria entrado com 10 anos. E sairia da academia com 17 aos 15 teria sido essa pausa em que ele ficou as duas dezenas em casa.

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Re: História Hurin Aratar

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