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Halflings - Um pouco sobre a raça.

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Halflings - Um pouco sobre a raça.

Mensagem por Igor em Dom Nov 21, 2010 4:44 pm

Como prometido, começarei neste tópico a abordar as características desta tão amável raça. O início se dará com um breve conto do dia a dia, depois pela descrição física, psicologia, a vida dos halflings, sociedade e cultura, relação com outras raças, religião, histórias e folclores, língua e, finalmente, um exemplo de cidade.

A fonte é do livro Races of the Wild, Dungeons and Dragons 3ª Ed..



Introdução.

Curiosos e ativos, abertos mais secretos, os halflings estão entre as raças menos entendidas em uma campanha de Dungeons & Dragons. Baixos em estatura mas decididos no coração, os pequenos estão sempre viajando, tomando como casa qualquer terra, mas não chamando nenhum de sua. A maioria das outras raças olha com suspeitas para os halfings, a despeito de sua natureza geralmente amigável e quase onipresente presença.

Em razão de os halflings raramente se “enraizarem” em algum lugar definitivamente, eles tendem a saber bastante coisa sobre o mundo e suas pessoas. Porém, este conhecimento nunca os tornam cansados da vida ou esgotados; a curiosidade inata e seu otimismo fazem que vejam cada dia como uma nova oportunidade. De fato, é raro que um halfling desista ou deixe passar uma oportunidade, pouco importe o perigo que ela apresente.


Um Dia na Vida.

Melo Espinho-Marrom se mexeu quando um raio de luz atingiu seu travesseiro. A luz do sol brilhou através das várias fissuras da estrutura do vagão de sua família, criando uma cegante mostra de raios de luzes brilhantes. Se esticando nos seus 90 cm de altura na cama, ele rolou e respirou o ar da manhã. “- Biscoitos frescos e bacon!” ele gritou; seus olhos abriram na hora.

Depois de vestir sua surrada calça de linho e seu brilhante camisão verde de mangas compridas, ele penteou seu cabelo e trançou-o, prendendo as dezenas de tranças com linhas. Então, apertou sua camisa com um “cinto”, que na verdade era um tecido azul, amarrou uma bandana também azul, e calçou uma bota preta de cano longo.

Ele deu a sua irmã uma balançada para acordá-la, então saiu para sentir o fresco ar da manhã e olhar o acampamento. Vinte e dois vagões estavam aqui e ali na campina verde onde pararam na última noite, situados de modo que pudessem formar um círculo compacto caso surgisse algum problema. Cabras, pôneis e cavalos pastavam tranqüilamente próximo do local, e alguns porcos chacoalhavam na lama na ponta do acampamento. O tio Gren estava ocupado ferrando o casco de um dos seus pôneis, que parecia ter ficado frouxo, e Thea Brushwhisper, a carroceira líder, estava conversando com um do clã Hillrover sobre seu vagão. Crianças estavam brincando de pique-pega no centro entre os vagões, e havia cozinheiros preparando o café da manhã na frente de cada vagão.

“- Não fique ai sonhando!” disse sua mão severamente de trás dele. “- Vá e traga um balde de água do riacho para que eu possa fazer um café!” Pegando o balde, Melo correu para fazer o que foi pedido.

No riacho, ele parou para conversar com seus amigos Ien e Cala. “- Nosso pai nos trouxe um casal de coelhos para o jantar na última noite,” disse Cala.
“- Eu espero que consigamos algumas galinhas esta noite, quando formos para Everfall,” disse Ien. “- Faltam só sete ou oito horas agora.”

Melo carinhosamente relembrou da cidade humana de Everfall, onde sua caravana parou por algumas semanas há dois anos. As pessoa pareciam amigáveis, ao menos por um tempo, e todos se alimentavam bem com o ouro que obtinham por ajudar na colheita de batatas da cidade – sem mencionar as batatas que obtiveram como bônus.

Depois de um tempo, Melo e seus amigos voltaram para o acampamento, e o café da manhã já estava pronto. “- Até que enfim!” disse sua mãe já brava, colocando a água para ferver. Mas acabou sorrindo quando Melo mostrou-lhe uvas que ele e seus amigos colheram na volta. Logo a família inteira estava comendo biscoito com manteiga, bacon crocante, e uvas com creme.

Depois do café da manhã, Melo limpou a mesa enquanto seus pais empacotavam e arrumavam tudo no vagão. Eles pegaram somente o que precisaram na noite passada – roupas sujas para lavar no riacho, panelas e frigideiras e utensílios para limpar o arreios. A irmã de Melo, Pery, pegou a roupa seca do varal e guardou tudo no vagão.

Quando as vasilhas e potes já estavam guardados, Thea veio para inspecionar tudo. “- É melhor você arrumar a roda antes de chegarmos em Everfall, Galan,” ela disse, apontando para a roda esquerda de trás. “- Ela não aguentará outros oitenta quilômetros.”
“- Será a primeira coisa que verei na manhã seguinte,” o pai de Melo prometeu.

Alguns momentos depois, o vagão começou a andar. A família de Melo tomou o lugar usual na parte de trás da caravana assim que ela começou a seguir. Seu pai guiava, e sua mãe sentava atrás com Melo e sua irmã. Melo arrumava algumas cordas do arreio enquanto sua mãe ensinava a sua irmã a ler e fazer contas. De vez em quando Melo dava a resposta por trás de sua mãe para sua irmã, usando os dedos. Mais tarde, sua mãe começou a costurar um novo par de calças para ele, usando o linho que ela tecera no último acampamento que durou dias.

Depois de almoçar um pedaço de bife com pães, Melo foi para frente do vagão para sentar-se com seu pai. Enquanto os quilômetros passavam, os dois contavam histórias e cantavam canções. Porcos, cabras, vagas e outros animais caminhavam ao lado das carroças, parando para pastar um pouco e se apressando na medida em que o guia dos animais chamava por eles.

Tarde da noite, eles alcançaram um campo aberto fora de Everfall, onde o fazendeiro Ephraim deixou que eles acampassem. O viajantes disseram que a razão pela hospitalidade do fazendeiro era por causa que Thea Brushwhisper tinha feito ao bom homem um favor anos atrás de capturar e trazer de volta seu touro premiado que havia fugido. Ninguém conseguia chegar perto do animal, mas Thea caminhou em sua direção cantando, e, então, ele a seguiu para o curral como um carneiro. O fazendeiro ficou impressionado, mas todos da caravana sabiam que Thea tinha um jeito com animais. Como a mãe sempre dizia, "fazer favores para os outros geralmente conquista amigos, e ter amigos em vários lugares é importante."

Depois de ajudar seus pais a descarregar as coisas, Melo começou a praticar com sua arma. O treino da noite era com funda, a qual Melo tinha um apreço especial. Mas ele estava tendo problemas em arremessar um pouco distante, então Cala mostrou-lhe como usar seu punho para obter um pouco mais de força em seu arremesso. Melo acertou um pombo em vôo com seu primeiro arremesso depois disso.

Depois de limpar a caça e dar a carcaça a sua mãe, Melo foi tomar um banho em um riacho e colocar umas roupas coloridas. Ele e seu pai caminharam para Everfall e visitaram sua taverna favorita. Enquanto seu pai contava histórias para entreter os fregueses, Melo desamarrava as cordas de algumas algibeiras pesadas e pegava pra si algumas moedas. Ele era cuidadoso para deixar as amarras frouxas e largar algumas moedas para trás, de modo que o dono pensasse que ela desamarrou e perdeu aquilo que havia sido furtado pelo halfling. Depois disso, ele se juntou com o pai, e voltaram para o acampamento.

Na volta, juntos correram para o celeiro da fazenda e saíram com uma saca cheia de vegetais frescos, alguns ovos, e um par de galinhas abatidas por eles. Melo queria pegar alguns pedaços de pão que estavam na janela da casa do fazendeiro, mas seu pai o segurou pelos braços. “- Nós já temos bastante, Melo. Pegar mais que você precisa é um convite a ser pego.”

Naquela noite no acampamento, Melo guardou as moedas furtadas em um cofre secreto dentro do vagão. Ele e sua família jantaram as galinhas ensopadas, feijão, cenouras, e biscoitos com manteiga. A sobremesa foi uma torta feita com o resto das uvas que Melo pegara naquela manhã.

Depois do jantar, todos ajudaram a limpar os restos, então a família se reuniu ao resto dos caravaneiros em volta do fogo. Várias pessoas tocavam juntas uma canção com seus instrumentos, e o resto dos halflings começaram a dançar. Quando a energia estava despendida, eles deitavam no chão, passavam de mão em mão potes de cerveja caseira, e começavam a contar histórias. Esta era a parte do dia favorita para Melo. Os contos do tio-avô de Melo, um ladino famoso, e de sua tetravó, uma mestre de jogos de sorte, inspiravam para fazer grandes feitos hoje em dia.

Assim que a abóbada das estrelas brilhou sobre todos, Melo retornou para seu vagão e tirou as roupas. Depois de vestir seu pijama, ele se encaralocou na cama para dormir. Um músico solitário ainda tocava seu instrumento no lado de fora. Canções doces e baixas, e um pássaro da noite cantava próximo ao vagão. Sua mente dançava com sonhos de grandes aventuras que ele teria um dia até que finalmente cedeu ao sono e dormiu.
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