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[Idéias de RPG do Kio] O quinto Reino

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[Idéias de RPG do Kio] O quinto Reino

Mensagem por Kio em Sex Out 29, 2010 10:00 pm

Caos! Repentes de criatividade! Idéias flutuantes! As “Idéias de RPG do Kio” são coisas que, em algum momento da vida do supracitado Ser, surgiram em sua mente, foram por ela capturadas ou foram absorvidas de conversas, discussões, filmes, revistas, internet ou qualquer outra forma de assimilação de idéias. Cuidado! O material criado ou adaptado por estes “lampejos de criação” pode ser tomado como loucura, delírio, alimento para Seres multifacetados com fome de idéias, pontapé inicial para algo maior ou simplesmente lixo criativo jogado aos sete céus de Paradisia. Você foi avisado!

O quinto reino


Setenta e três anos atrás...

Em algum lugar do extremo sul de Toril... ninguém sabia o que realmente tinha acontecido naquele dia.

Vários moradores de pequenas vilas próximas sentiram apenas uma sensação estranha de movimento vagaroso. Alguns mais sensíveis até caminharam um pouco, procurando a fonte do estranho acontecimento, mas nada acharam ou sabiam.
Ainda.

Por alguma razão desconhecida, uma pequena parte do extremo sul de Toril acabara de ser arrancada do continente por uma força desconhecida e estava sendo carregada para algum outro lugar.

Um jovem mago humano, em estadia numa dessas vilas, logo notou que algo estava errado, pois possuía um grande conhecimento sobre os Planos. Não demorou a descobrir o fato de que a terra estava... Sendo arrancada do continente.

Ficou assustado por algum tempo já que, em tudo que tinha lido sobre os Planos, jamais ouvira falar de um pedaço de um deles ser arrancado. Pesquisou o que podia em seus livros, mas não obteve resposta alguma.

Embora imaginasse que a força de um pedaço de um Plano ser arrancado pudesse causar terremotos e destruição da terra, este não era o caso. Salvo pela leve sensação de movimento, ele e todos os milhares de moradores das vilas só teriam a verdadeira confirmação quando viram aquele céu multicolorido tomar forma de repente, transformando dia e noite num único brilho violeta, que mudou a cor de tudo naquele pedaço de terra flutuante e deixou a maioria das pessoas desesperadas, sem saber sequer o que podia ter acontecido. Muito menos o porquê.

O jovem mago, chamado Artanus, logo percebeu que aquela terra estava em um outro Plano qualquer, o qual não tinha o mínimo de semelhança com qualquer Plano relacionado em seus livros. Dando-se conta de que ainda era possível respirar e encontrar água nos rios, ele logo percebeu que era necessário tentar acalmar as pessoas e descobrir o quanto de Toril tinha sido levado, já que sequer fazia idéia de onde poderia estar.

Muitas pessoas buscaram abrigo e respostas na Igreja da influente deusa Chauntea, que naquela vila possuía um pequeno templo, administrado pela jovem Elfa Darele. Ela estava tão assustada quanto as outras pessoas, e só não tinha entrado em desespero por sua extrema fé. Como Darele era uma das poucas que não estavam em pânico, Artanus explicou a ela o pouco que sabia e logo eles estavam tentando acalmar as pessoas, para poder passar também a elas o pouco que sabiam.

Com algum tempo, algumas delas estavam mais calmas e logo essas pessoas mais centradas e dispostas a descobrir sobre sua nova vida começaram a ajudar os dois a conter o pânico das pessoas naquela vila.

Algumas pessoas acabaram se matando ou enlouquecendo, devido a sua vida ter se tornado a contemplação de um céu violeta, que não tinha dia nem noite. Porém, a maioria ainda tinha esperança. Por seu conhecimento, o jovem Artanus acabou se tornando um conselheiro importante e sua opinião passou a ser considerada valiosa, tanto por Darele quanto por todos naquela vila.

Artanus sabia que outras vilas poderiam ter sido trazidas também, com sobreviventes. Então falou para as pessoas que iria sair para procurar outras vilas e mais respostas, prometendo voltar em breve.

Era difícil medir o tempo, já que não havia dia nem noite. O Mago apenas conseguia imaginar que tinha andado durante vários dias.

Utilizando suas magias, Artanus logo encontrou outras vilas sobreviventes e passou novamente o que sabia a todas as pessoas, acalmando-as um pouco, pelo menos até que soubessem exatamente o que tinha acontecido. Assim falou com todas as vilas que encontrava, até que encontrou o que temia.

A borda da terra.

Abaixo dali, apenas o vazio do estranho céu violeta e possivelmente o infinito.

Voando com auxílio de suas magias, ele percorreu uma fração da borda da terra e determinou que, pelo menos um espaço relativo a um grande reino havia sido arrancado. Ao longe, pôde ver que até mesmo algumas montanhas faziam parte da atual ilha flutuante.

Exatamente naquele momento, algo de proporções cósmicas aconteceu.

Algumas pessoas acharam que era o fim de suas existências quando uma luz intensa surgiu no horizonte. Era uma espécie de sol, embora parecesse ter um tom marrom escuro. Ele pulsava com grande força, mostrando finalmente para as pessoas uma iluminação não-violeta. Artanus ficara espantado com tal acontecimento, jamais descrito em qualquer dos livros que lera sobre os Planos. E foi apenas ele que viu o evento que mudaria a vida de todos naquele continente, para sempre.

Uma enorme corrente, com elos de mais de cinqüenta metros de comprimento vinha com extrema velocidade, em direção ao continente, aparentemente vinda da esfera. Ela parecia vir com tamanha velocidade que o impacto quebraria aquela terra em dois, ou até mais pedaços.

Um impacto realmente ocorreu embora quebrar a terra não parecesse ser o objetivo daquilo. Um forte tremor assustou as pessoas, que não puderam notar que a enorme corrente acabara de perfurar a ilha, rumando para seu centro. Artanus imaginou que talvez aquela fosse uma desconhecida e imensa criatura extraplanar, mas aquilo seria mesmo um mistério. Após o tremor e algumas horas, que as pessoas mal notaram, algo ainda mais inesperado aconteceu.

A luz que passou a vir da enorme esfera se tornou como a luz do mais brilhante sol de Verão, transformando em dia uma noite estranha e desconexa, enquanto o céu se tornara tão azul quanto o céu haabitual de Toril. Artanus ficou perplexo com aquilo e a única coisa que pôde imaginar era de que a esfera sustentava a terra flutuante através da corrente.

Por quê? Seria ela um ser vivo sugando a energia daquela terra? Uma ajuda divina? Não sabia. Tentou usar suas magias para se aproximar mais da esfera ou da corrente, e foi então que descobriu que magias que o levassem para fora da ilha não surtiam efeito nenhum. Com apenas mais dúvidas, resolveu voltar para a vila de onde tinha saído.

Logo notou que dias e noites funcionavam como os habituais de Toril. E que as pessoas começaram a tentar sobreviver, recomeçando a vida ou pelo menos vendo ela com outros olhos.

Artanus passou por cada vila, explicando novamente o pouco que sabia e aconselhando as pessoas para tentarem viver a nova vida, embora não soubesse o quanto aquilo iria durar, ou se havia alguma possibilidade de voltar a Toril.

Mas o tempo foi passando e as pessoas logo notaram que o tempo parecia passar exatamente como o habitual, com dias e noites, além de a terra poder ser plantada e os animais ainda manterem-se vivos.

Logo as pessoas começaram ao menos a tentar aceitar sua nova forma de viver.

Continua...
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Re: [Idéias de RPG do Kio] O quinto Reino

Mensagem por Kio em Ter Nov 02, 2010 10:23 am

Setenta e um anos atrás...

Alguns anos se passaram antes que Artanus descobrisse que os perigos daquele plano eram diferentes dos de Toril.

Desconhecidas criaturas extraplanares começaram a atacar de tempos em tempos, vindas de lugar nenhum. Vendo a dificuldade que havia em vencê-las, ele logo decidiu que era necessário unir todas aquelas vilas e criar uma milícia capaz de conter tais ameaças. Começou a espalhar a notícia para as vilas e, juntamente com Darele, começou a buscar os aventureiros que estavam naquela terra.

Em pouco tempo algumas vilas se organizaram e se moveram para ficarem um pouco mais perto umas das outras, na medida do possível. Darele descobriu que estava recebendo suas magias, mas que a presença de sua Deusa diminuía rapidamente e, talvez, não pudesse ser encontrada naquele plano distante. Mas as pessoas ainda tinham fé, acreditavam que Chauntea poderia ouvi-las, então ela resolveu não contar nada disso a ninguém, exceto por Artanus.

Alguns aventureiros começaram a aparecer, vindo de lugares que Artanus nem mesmo sabia que estavam naquela terra, e logo um grande grupo se formou, liderado por Artanus, que sentia cada vez mais como se fosse o responsável por aquela terra e do seu destino desconhecido. Ele orientou a todos os aventureiros, voluntários para proteger a ilha flutuante da ameaça das estranhas criaturas desconhecidas que atacavam sem ordem ou padrão definido. Ensinou a todos eles tudo o que sabia sobre os planos e suas criaturas.

Muitas batalhas se seguiram e cada vez mais ele via que era necessário procurar todas as vilas e cidades que poderiam estar naquela terra e aglomerá-las em um único reino, para que houvesse melhores chances de sobrevivência a todos aqueles ataques.
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Re: [Idéias de RPG do Kio] O quinto Reino

Mensagem por Kio em Ter Nov 02, 2010 10:24 am

Sessenta anos atrás...

Durante aqueles anos, Artanus e seu grupo, que crescia cada vez mais com aventureiros vindos de todos os cantos da ilha flutuante, conheceram mais algumas criaturas extraplanares. Durante essa época, também começaram a chegar à vila pessoas que viajavam por toda a terra, procurando saber o que tinha acontecido e logo ele percebeu que a porção de terra arrancada parecia maior do que ele imaginava.

Era necessário um mapa para melhor visualizar a extensão daquelas terras.

Quando descobriu acidentalmente os talentos artísticos de um Anão chamado Tulmen, ele e o Anão começaram a mapear os arredores da pequena vila, que acabou sendo chamada de Chauntea, já que as pessoas, em grande parte agricultores, acreditavam que tinham sobrevivido por causa da Deusa de Toril. Artanus e Tulmen logo mapearam a região e, pouco a pouco, avançavam, com a cartografia do Anão sendo ajudada pelas magias do jovem Mago.

Darele continuou a orar por Chauntea, mas já sabia que a Deusa não alcançava aquele plano. Imaginava que suas magias poderiam estar sendo concedidas por alguma outra divindade de índole semelhante à de Chauntea. Talvez, até mesmo da própria corrente da misteriosa esfera que continuava envolta em mistério.

Nas inúmeras lutas que seguiram nestes anos, pela primeira vez Artanus e seu grupo conheceram criaturas que não tinham objetivo de atacar aquela terra. Apesar de poucos, esses seres de extremo poder foram peça definitiva para ajudarem Artanus a compreender a todo aquele plano e até mesmo a misteriosa “esfera-sol”.

Um desses encontros foi fundamental para revelar algo surpreendente para eles.
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Re: [Idéias de RPG do Kio] O quinto Reino

Mensagem por Kio em Dom Nov 07, 2010 11:17 am

O mais marcante destes encontros foi o que o mago e Darele tiveram com uma Dragoa azul-celeste, que dizia que seu nome não poderia ser dito na língua deles, mas a sub-raça a qual ela pertencia poderia ser traduzida para a língua deles como "Alternília".

Os dois não paravam de ficar impressionados durante todo o tempo em que presenciaram a Dragoa.

Alternília disse fazer parte de uma raça de Dragões chamada de Dragões de Alternância, que são criaturas que permanecem em dois, três, ou até mesmo cinco planos distintos, simultaneamente. O enorme corpo brilhante azul-celeste de Alternília era segmentado em três partes, cada uma dessas com um tom de azul que ás vezes parecia transparente e um enorme círculo de energia verde-brilhante que fazia a separação dessas partes. Isso mantinha cada parte do corpo dela em planos diferentes, ainda que uma imagem translúcida do corpo pudesse ser vista. Foi Alternília que, com seu poder, fez com que sua cabeça surgisse na parte superior do Plano onde eles estavam e falou algo que chocou tanto Artanus quanto Darele.

A terra em que eles estavam era apenas mais uma.

Quatro outras correntes, que também saíam da esfera-sol, se ligavam a outras terras, a milhares de quilômetros de distância. Terras com tamanhos semelhantes à deles. E cada uma delas parecia ter um céu de cor diferente também, o que comprovou de fato que a esfera deixava o céu e o clima como o do plano de origem.

Existiam então outros quatro reinos flutuantes, ligados pelas correntes e sustentados por ela também.

Que reinos seriam esses? De que lugares vieram? Por que estavam todos ali, ligados a aquela esfera?

E qual era o objetivo da esfera afinal?

Isso nem mesmo Alternília sabia. Mas ela contou a eles histórias de enormes entidades, conhecidos como Sorventes. Estes seres, vindos de planos com enorme concentração de energia positiva, teriam nascido por causa deste nível de energia ter alcançado níveis tão altos que seriam capazes de romper as barreiras do plano. Assim, como uma forma natural de manter o equilíbrio dos planos, os Sorventes nascem, são expelidos do plano de energia positiva, e largados no Multiverso, como enormes esferas de energia acumulada. Alternília disse que, certamente, estes seres quase onipotentes poderiam com facilidade sustentar a vida de todo um plano por séculos a fio, devido a sua enorme concentração de força. Talvez, a esfera fosse um desses.

Apesar de Alternília ter sido reservada com pequenos humanos e Elfos que não possuíam sequer uma fração de sua inigualável inteligência, quase divina, o pouco que ela partilhou de conceitos e informações com Artanus foi suficiente para que o Mago fizesse enorme progresso em seus estudos dos Planos, em relativamente pouco tempo, mesmo sem o auxílio de livros. Ele tentou pedir a Alternília para que lhes levassem de volta ao plano de origem deles, mas ela se negou, falando que, mesmo com seu enorme poder, se a esfera fosse de fato um dos Sorventes, nem mesmo uma grande Dragoa como ela seria capaz sequer de mover suas correntes ou afetar a esfera com qualquer forma física ou mágica. Ela disse que poucos Seres do Multiverso teriam poder para afetar um Sorvente. Darele sentiu medo quando a Dragoa disse isso, já que tinha acabado de saber que existia, então, seres com poder maior que os próprios Deuses de Toril. Mas que seres seriam esses? Deuses dos Deuses?

Alternília não respondeu, mas se despediu educadamente e partiu, alternando as partes de seu corpo para três planos quaisquer dos possivelmente milhares deles, que agora Artanus sabia que existiam.

Contando aos outros, Artanus e Darele decidiram que, dali para frente, a terra seria conhecida como “O Quinto Reino”, mesmo que eles ainda não soubessem se aquele era realmente o quinto. Logo a notícia foi espalhada para a vila mais próxima, assim como a notícia sobre as outras quatro ilhas flutuantes.

Houve também nova intensificação dos ataques, e Artanus viu que era iminente que se juntassem todas as vilas e que mapeasse todo o Reino. Juntamente com Tulmen, o Anão, conseguiu mapear todos os arredores da vila de Chauntea e preparavam-se para ir além. Mas antes disso, um mensageiro chegara do sul, procurando por alguém que pudesse ajudar a cidade de Tamir, ao sul da vila Chauntea, já que ela estava sendo atacada por hordas de homens lagarto que decidiram sair do grande pântano próximo à cidade e morar nela.

O grupo de Artanus foi para a cidade, que estava de fato em guerra com as criaturas. Mas logo ele descobriu que os Homens Lagarto, que estavam acostumados a viverem nos pântanos, tinham sido expulsos de lá por uma enorme criatura. Conseguindo falar com o chefe daquelas tribos, Artanus conseguiu um acordo com as criaturas, unindo forças para derrotar o Ser e garantindo a devolução do pântano a eles no processo. Logo o Mago descobriu que a razão da expulsão, era porque não conseguiam acertar a enorme serpente, que alternava entre algum plano paralelo e o deles, fazendo com que fosse quase impossível de ser acertada por aqueles que não conhecessem magias que pudessem afetar criaturas planares. Com a ajuda das magias do mago e de Darele, eles conseguiram derrotar facilmente a criatura.

Apesar de desconfiar das artes arcanas, o chefe dos Homens Lagarto honrou seu acordo e ordenou todas as tribos a voltarem para o pântano, enquanto Artanus ofereceu para o Burgomestre daquela cidade a se unir a vila de Chauntea, já que o aumento dos ataques tornava cada vez mais perigoso manter as cidades e vilas separadas.

Acordo feito, Tamir foi a primeira cidade a se aliar com Chauntea.

Com o avanço do mapeamento de Tulmen, logo foram descobertas outras vilas que se aliaram a Chauntea ou cujos moradores mudaram-se para lá, aumentando a pequena vila cada vez mais, até ter o tamanho de uma pequena cidade.
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Re: [Idéias de RPG do Kio] O quinto Reino

Mensagem por Kio em Qui Nov 18, 2010 7:36 pm

Quarenta e nove anos atrás...

Com o passar dos anos, Tulmen e Artanus já conheciam grande parte do Quinto Reino, através do mapeamento. Com mais e mais vilas se unindo a vila de Chauntea, enquanto outras se formavam perto dali. Logo ela se tornou a cidade de Chauntea, cujo nome começou a ser mais conhecido, sobretudo pela forma de governo utilizada por Artanus e Darele. Eles garantiam a cada família um pedaço de terra, contanto que os agricultores fornecessem cerca de vinte por cento do cultivo para a ajuda de outras famílias que estivessem começando a agricultura ou a velhos e crianças que não possuíssem família. Estes velhos e crianças eram abrigados em casas construídas de graça pelo povo, que sabendo da situação em que se encontravam, ajudavam-se mutuamente.

Logo ficou claro que Artanus e Darele eram tidos como “chefes” daquilo tudo, já que sua organização e atenção para as necessidades de todo o povo pareciam ser prioridades para eles.

Artanus sempre procurava esclarecer tudo para todo o povo, traduzindo termos complexos da cosmologia dos Planos em fórmulas simples, tentando passar a eles cada coisa nova que aprendia sobre a condição do Quinto Reino e das criaturas que o atacavam. Seu nome era sussurrado por todos os arredores, como um dos poucos Magos que não achavam que o povo comum era ignorante para a magia. Isso estimulou o estudo das artes mágicas por muitos e, embora nem todos tivessem a capacidade de aprender essa complexa arte, alguns poucos se sobressaíram e, em alguns anos estavam praticando magia, sob a tutela do Mago.

E ele também pediu a Tulmen, seu amigo de confiança, que começasse a ensinar a arte de combate a rapazes e moças da cidade que se mostrassem interessados em proteger o Quinto Reino. E foi através desse treinamento que, em alguns anos, estava formada a primeira milícia de Chauntea, sob o comando de Tulmen.

Nessa época, uma das vilas que tinham se instalado nas proximidades de cidade logo prosperou devido ao cultivo da pesca em um grande rio próximo, e logo teve seu nome também amplamente conhecido. Memerik.

O comércio entre a vila e a cidade também prosperou, e logo uma grande estrada tinha sido construída entre elas. Artanus, cada vez mais ocupado com seus estudos avançados de Magia, logo delegou várias funções a amiga Darele, que com a calma e doçura de uma sacerdotisa de Chauntea, logo se tornou tão conhecida quanto ele. Enquanto isso, com o avanço de seus estudos sobre o Plano em que se encontrava e notando que ainda havia muito perigo por parte dos poderosos Seres extraplanares que ainda poderiam surgir, Artanus pediu a Tulmen e Darele que começassem a procurar aventureiros mais experientes e com boa índole. Eles deveriam ter poder ou potencial suficiente para fazer parte de uma elite de protetores para o Quinto Reino, para conter as ameaças mais poderosas que ainda poderiam vir.

Com o aumento da popularidade da cidade de Chauntea, e a subseqüente migração de muitas pessoas para lá, logo surgiram aventureiros de outros cantos do Quinto Reino, que ainda não sabiam da existência da cidade durante todos esses anos. Entre esses recém-chegados e os jovens que iniciavam seus aprendizados na arte do combate com Tulmen, eles logo selecionaram alguns de confiança e começaram a organizá-los e treina-los ainda mais.

Estes primeiros protetores eram Varkos, o meio-elfo feiticeiro, os irmãos guerreiros Anões Abarton e Obarlon e a Paladina humana Nikile Chargan. Tão logo Artanus sentiu que eles estavam preparados, mandou-os juntamente com Tulmen para uma vila distante, chamada Elmir. Ela tinha sido tomada por um enorme barco voador repleto de Githyanki, malignos andarilhos do Plano Astral que singravam em seu barco mágico pelos Planos, procurando pequenas cidades para roubarem suas riquezas.

Com esforço, logo o grupo venceu os piratas e capturaram seu barco mágico. Apesar de não conseguirem fazer com que ele saísse daquele plano, o barco foi de grande ajuda para Tulmen e Artanus mapearem o Quinto Reino.
Mas o mago ainda estava curioso sobre a esfera-sol, e tentou se aproximar da corrente utilizando-se da embarcação. No entanto, antes que ele conseguisse se aproximar um pouco que fosse, sentiu uma enorme força empurrar o barco de volta, o que chegou até mesmo a danificar alguns dos controles, destruindo algumas das capacidades fantásticas da embarcação. Sabendo que somente os Githyanki poderiam consertá-lo, ele continuou utilizando-o apenas para sobrevoar parte do Quinto Reino. Aproveitou também para utilizá-lo para levar várias pessoas e suas coisas para a cidade de Chauntea, aumentando ainda mais sua população, que já começavam a sussurrar que Artanus deveria se tornar Rei, por sua inestimável contribuição para a sobrevivência de todos no Quinto Reino.

Ele, enquanto isso ele começava a pensar nos outros Reinos e que seres poderiam estar vivendo neles, mas sabia que uma viagem até lá era extremamente arriscada, já que sequer conseguia discernir a que distância eles estariam. Logo seus conhecimentos mágicos avançaram até que ele pudesse entrar no Plano Astral. Mas mesmo lá também não conseguia ir muito longe, nem localizar os planos que ficavam próximos de Toril e nem mesmo os outros quatro Reinos, o que acabou por mostrar a ele que, provavelmente, jamais voltariam a Toril novamente. Isso o desanimou, embora ele não tivesse demonstrado isso para ninguém.

Em mais alguns anos, o Quinto Reino estava praticamente todo mapeado, o que revelou a Artanus que ainda havia locais extremamente distantes, que até então não tinham sido investigados, como algumas cavernas e até mesmo um antigo templo desconhecido, que ele iria pessoalmente investigar quando o tempo lhe permitisse.
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