Conectar-se

Esqueci minha senha

Quem está conectado
1 usuário online :: Nenhum usuário registrado, Nenhum Invisível e 1 Visitante

Nenhum

O recorde de usuários online foi de 7 em Sex Set 23, 2011 5:06 pm
Últimos assuntos

Mar da Lua: Visão Geral.

Ir em baixo

Mar da Lua: Visão Geral.

Mensagem por Igor em Qua Out 27, 2010 10:56 pm



Antes de abordar especificamente sobre o Mar da Lua no que tange à história, religião, divisão e organização política e econômica, resumirei para aqueles que não pretendem ter um conhecimento mais profundo os aspectos culturais mais básicos a partir de agora e nos seguintes posts.



Clima no Mar da Lua

O Mar da Lua se localiza ao norte de Faerûn. Enquanto não tão frio quanto as Fronteiras Prateadas, é bem mais frio que as Terras dos Vales ou Águas Profundas.

As pessoas se vestem com roupas quentes na maior parte do ano (capa ou manto de peles é a vestimenta mais usada no Mar da Lua). Qualquer um que ande com roupas finas durante o tempo frio é, obviamente, ou tolo, ou alguém que esteja usando magia para se manter aquecido e não se preocupa que outras pessoas saibam disso (e, portanto, também é tolo). Itens mágicos menores que protegem contra o frio, como anéis ou poções são comuns entre as pessoas mais ricas no Mar da Lua, que se alegram em não ter que usar vestimentas pesadas o tempo todo (e essas pessoas são aquelas que podem contratar guarda-costas para protegê-las de ladrões que poderiam roubar tais riquezas).

O mar em si é alimentado pela água derretida das geleiras mais ao norte e mesmo no verão é gelado o suficiente para matar quem tente nadá-lo. Por causa disso, a maioria das pessoas que vivem próximas à água não sabe nadar, pois nunca teve a oportunidade de praticar; invés disso, elas aprenderam perícias mais práticas, como acender e manter o fogo aceso e como não cair de um barco.

Nos meses do inverno a maior parte do mar congela, fazendo viagens através do gelo possíveis, mas devido às grandes distâncias envolvidas não é algo muito comum.

Algumas vezes, as cidades maiores usam navios quebra-gelo, criaturas conjuradas ou fogo mágico para manterem os portos limpos do gelo, embora isso seja impraticável em maior escala. A pesca no gelo é comum, com pescadores andando até seus pontos favoritos.

A primeira neve normalmente cai logo no início de Uktar, e a terra é coberta completamente pela neve de Nightal a Alturiak, com nevascas ocasionais acontecendo até meados de Tarsakh. Veja aqui o calendário nos Reinos.

O frio freqüente e a tecnologia limitada significam que o as estalagens no Mar da Lua normalmente tem uma quantidade pequena de grandes quartos ao invés de uma quantidade grande de pequenos quartos; isto reduz o número de lareiras individuais e o risco de um incêndio. Algumas estalagens têm apenas um grande salão comunal aquecido por uma grande lareira. Isto significa que estes lugares têm uma menor privacidade, mas, em troca, uma menor chance de ataques de inimigos, uma vez que há muitas testemunhas. Os lugares com quartos menores tendem a usar braseiros fechados de metal cheios de brasa para abrandar o frio.


Cidades


Por causa do perigo de bandidos, monstros, e rivalidades militares, as populações civilizadas juntam-se em grandes assentamentos e atrás de muros para proteção e conforto. Cada pequena cidade tem ao menos uma paliçada de madeira. A maioria dos assentamentos não permite a entrada de visitantes à noite, e alguns recusam até mesmo a entrada durante o dia, exceto em algumas ocasiões - até mesmos os visitantes mercadores devem fazer seus negócios no lado de fora.


Monstros

Embora a maioria das partes de Faerûn tenha, no mínimo, problemas ocasionais com monstros saqueadores, o Mar da Lua é particularmente perigoso neste aspecto. Cercado por antigas montanhas e florestas anciãs, e dividido por um misterioso e profundo mar, a terra aqui é repleta de criaturas estranhas.

O Mar da Lua já foi chamado de Mar dos Dragões, por causa de muitos dragões que vêem aqui para o acasalamento; suas florestas e montanhas ainda são repletas de seus lares.

O povo do Mar da Lua não teme ou goza dos rumores de monstros - eles apertam seus cintos, afiam suas espadas, e esperam o pior. Cabeças e troféus de monstros não o impressiona; tais coisas estão dependuradas nas portas e salões das prefeituras na maioria das cidades que tem conseguido sobreviver por mais que alguns anos.


Religião

A fé comum no Mar da Lua reflete sua natureza perigosa; a maioria dos deuses adorados aqui é do tipo "venere-me ou coisas ruins acontecerão contigo", e o resto na categoria dos "venere-me ou eu irei fazer coisas ruins para você".

Seja pública ou não, essas religiões influenciam na maneira que o povo pensa. Visitantes que adoram deuses nobres e brilhantes são normalmente zombados pelas costas, enquanto aqueles que adoram deidades "frívolas" como Eldath, Lliira, Milil, Sharess, e Sune são, na maioria das vezes, ridicularizados diretamente.

Aventureiros que proselitizam religiões "estrangeiras" chamam atenção rápido demais dos Cyricistas e de outros que abertamente servem deuses malignos adorados aqui. A maior parte do povo do Mar da Lua venera da boca pra fora tais divindades, mas somente para manter ameaças em potencial distantes, não necessariamente abraçando suas filosofias obscuras.


Desconfiança

Por causa da situação fronteiriça das cidades-estados e da quantidade de perigos do Mar da Lua (particularmente de cidades-estados rivais), as pessoas da região não confiam em estranhos, uma vez que pessoas desconhecidas podem ser espiões ou assassinos de assentamentos rivais.

Diferentemente de outras duras terras, onde a cultura da hospitalidade se tornou a norma pelo bem da sobrevivência, o povo do Mar da Lua tem uma atitude mais próxima do "cuide de sua própria vida". Esta cultura torna o indivíduo relutante para ajudar estrangeiros em necessidade, exceto em situações de grande sofrimento, ou quando eles não têm dúvidas sobre a motivação da pessoa (por exemplo, mesmo no Mar da Lua um paladino de Torm é alguém que você pode confiar sem ter um motivo anterior). O estrangeiro deve provar seu valor antes de obter o mínimo de hospitalidade. Ainda que o povo do Mar da Lua não seja naturalmente mau ou desconfiado, esta é uma difundida pela cultura onde sobrevivência é um trabalho duro e onde se ganha vantagens sobre os de bom coração.


Zhentarins. Em algum lugar da Cidadela do Corvo. Mar da Lua.


Última edição por Igor em Sex Out 29, 2010 7:53 pm, editado 1 vez(es)
avatar
Igor
Narrador
Narrador

Mensagens : 620
XP : 750
Reputação : 14
Data de inscrição : 26/10/2010

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Mar da Lua: Visão Geral.

Mensagem por Igor em Sex Out 29, 2010 7:52 pm

É difícil contar a história dessa região. Como não é um reino unificado, mas sim uma região formada por várias cidades-estados que tenuemente se toleram em razão da difícil vida fronteiriça, resumirei a história em alguns acontecimentos importantes para a formação da fama da região, que por conta disto, tomará diversas linhas a respeito do Forte Zhentil, desde sua criação até os dias atuais.

Nota Importante:

A história que lerão a seguir consta em um dos livros que está na estante do "Reduto dos Vigilantes" em Hillsfar. Portanto, será possível aprender a perícia História (Mar da Lua) como se fosse perícia de classe.

Será criado um tópico posteriormente com o nome de "Livros do Reduto dos Vigilantes", que constará trechos de diversos livros que julgo importantes para seus integrantes e para a sociedade como um todo.




Livro: O Mar da Lua no Tempo escreveu:

O Mar da Lua foi uma vez conhecido como o Mar Dracônico ("Dragon Sea") ou Mar dos Dragões ("Sea of Dragons") devido à quantidade de dragões que vinham ao mar para o acasalamento.

A água servia de barreira natural entre as terras élficas ao sul e os reinos nórdicos de gigantes, ogros, e outros monstros. Os sombrios habitantes daquelas terras obscuras, terras como Thar, eram impedidos de avançar sobre e eliminar seus odiados inimigos devido ao grande corpo d’água do Mar da Lua.

O norte e o oeste do Mar da Lua eram infestados com todas as formas de humanóides malignos, gigantes, dragões e beholders. A única significante presença humana foi, naquela época, os bárbaros nômades que percorriam as terras chamadas de O Percurso ("The Ride"). Estes bárbaros, mal compreendidos pelo resto do povo de Faerûn, há muito tempo frustra as maquinações do Forte Zhentil, Thar, e outros poderes malignos. Embora suas razões não sejam completamente altruístas, os bárbaros tiveram um papel em garantir que a costa do Mar da Lua não caísse completamente nas mãos das forças malignas.

Há relatos que Northkeep foi o primeiro assentamento inteiramente civilizado do Mar da Lua. Ele foi uma grande cidadela que representou prosperidade e ordem para uma turbulenta área. Construída no ano de 348 C.V., rapidamente se tornou um importante nicho de comércio e ponto de partida para jornadas rumo às terras mais ao norte.

Infelizmente, Northkeep foi arruinado por culpa da fama de sua prosperidade. A maligna e inumana força conhecida coletivamente como a Aliança Sombria (liderada pelos habitantes das terras de Thar) percebeu que Northkeep era um perigo para seu estilo de vida.

A Aliança Sombria sabia que Northkeep poderia ser o primeiro de muitos assentamentos, se permitido a prosperar. Eles viram na cidade a força inesgotável do avanço de mais homens, mais civilizações, e mais leis. Então, a Aliança decidiu que algo deveria ser feito. No ano de 400 C.V., o Ano do Escudo Azul, a força malévola decidiu agir. Na noite conhecida posteriormente como "A Primeira Reviravolta" ("First Turnabout"), as forças da Aliança Sombria, montadas em dragões negros, voaram e atacaram Northkeep. Se já não bastasse o ataque pelo ar e pela terra, uma esquadra de navios negros com suas velas irregulares saqueou e destruiu o que havia sobrado.

Depois do ataque, 40 mil sacerdotes, magos e xamãs fugitivos alcançaram as margens do grande mar, e imploraram desesperadamente pela ajuda de seus deuses. Eles devem ter sido, de alguma maneira, ouvidos, pois, como o som de trovão ensurdecedor, a cidade afundou sob as águas púrpuras do revolto mar.


(...)


A Primeira Reviravolta foi o início e uma futura e longa mudança na sorte dos homens. Invés de frustrar o entusiasmo dos humanos na colonização da região, A Primeira Reviravolta inflamou seus ânimos ainda mais. O que acabara se tornando uma questão de orgulho. Orgulho, e algo mais - cobiça.

Os homens tentaram construir mais cidades: Phlan, Yûlash, Hillsfar, Mulmaster, Sulasspryn, entre outras. O povo dos assentamentos das regiões próximas achava que, assim que as novas cidades fossem erigidas, a Aliança Sombria iria reduzi-las a ruínas e pó. Mas o que era para alguns um erro tolo, para os Mooneyes (como é chamado o povo do Mar da Lua por quem não é da região) era uma oportunidade. Esse povo, que cria fielmente que poderia domar a fronteira, continuou a lutar com e pela terra.

Se os homens tinham que prevalecer, entretanto, isso seria sem a ajuda dos elfos da Corte Élfica. Estes mesmos elfos foram aqueles que deram permissão para os homens montarem assentamentos nas Terras dos Vales ("Dalelands"). Os elfos não tinham interesse em esforços de colonização, e repetidas tentativas em montar com eles uma sociedade econômico-militar falharam miseravelmente.

Os elfos estavam muito ocupados lidando com ameaças orcs e ogras do norte do Mar da Lua para se aborrecerem com problemas insignificantes de alguns humanos. Ironicamente, essas forças malignas eram as mesmas facções que debandaram da Aliança Sombria. Elas eram compostas de seres impacientes e cansados de lutar pela costa do Mar da Lua, e que estavam mais interessados em alimentar os velhos ódios raciais.


(...)


Dois séculos se passaram. O Mar da Lua agora é pontilhado com muitas cidades, e pode-se dizer que os homens, por enquanto, venceram (ignorando o fato de que muitas das cidades foram reconstruídas incontáveis vezes).

Foi em 640 C.V., "Ano do Animal de Presas", que o assentamento Forte do Portão de Thar ("Thar-Gate Keep") foi construído. Posteriormente teria seu nome mudado para Forte Zhentil – talvez a mais importante cidade do Mar da Lua.

O evento mais significante na região veio à tona durante o Tempo das Perturbações, ou "Time of Troubles", em 1358 C.V.. Alguns poucos anos depois, o Forte Zhentil, a mais poderosa e influente cidade na área, teve que mudar de tática por causa do tumulto causado durante o um evento que ficou conhecido como "Banedeath" (que não foi a morte do deus Bane, mas um evento que decorreu dela), que será explicado à frente junto ao Tempo das Perturbações.

Estamos no Ano da Bandeira, 1368 C.V.. O mooneye médio não tem escolha, senão esperar e ver qual poder vencerá. Essa fria, selvagem e turbulenta região jamais teve uma década sequer de paz, e todos sabem que ela não começará agora ou tão cedo.

É difícil falar da região sem falar desta conturbada cidade. Ocorre que dada a não naturalidade regional dos personagens e a história do cidade não constar neste livro, não posso entrar muito em detalhes agora. Pretendo demonstrar, em uma postagem mais adiante, como a política expansionista e militar do Forte contribuiu para a relação entre toda as cidades do Mar da Lua.

O Forte Zhentil, em sua maior parte, abriu mão de seus planos da conquista pública e mais agressiva da região. A cidade agora deseja se reerguer e usar mais discrição em sua ambição por poder. O Forte atualmente está travado em uma disputa com Hillsfar pelo domínio comercial da área, e essa rivalidade ameaça estabilidade de toda a costa do Mar da Lua.
avatar
Igor
Narrador
Narrador

Mensagens : 620
XP : 750
Reputação : 14
Data de inscrição : 26/10/2010

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum